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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

"Ruptura Já!: Nem situação, nem oposição": Ato na Praça do Ferreira (28/08 - 16h)

RUPTURA JÁ! MENSAGEM DO CRÍTICA RADICAL AOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM LUTA
MENSAGEM DO CRÍTICA RADICAL
Estamos diante de pavorosas distorções sociais, ecológicas, humanas, etc.
Essas distorções decorrem da crise atual que atingiu o núcleo fundamental do capitalismo.  Trata-se da crise da fronteira histórica do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. Uma crise que se não for debelada juntamente com seu sistema devastará a humanidade e o planeta.
O mais surpreendente e o mais preocupante de tudo isso é que quanto mais distorções aparecem, mais os seres humanos se agarram, com toda a força, às condições de vida capitalistas.
E aí estamos diante de uma questão paradoxal. Pois, a crise das categorias do sistema irrompe num momento em que as condições de vida capitalista estão desaparecendo. Com isso o capitalismo finalmente exibe sua essência. Ele veio para valorizar o valor, valorizar o dinheiro. Quando isso dá, certo aparece “progresso”, “desenvolvimento”, um “certo bem estar”. Quando não dá, instala-se o mal estar da vida submetida ao fetichismo da mercadoria.
Portanto, a crise atual, ao atingir o próprio núcleo do sistema, mostra seu limite interno da lógica da valorização do dinheiro e limite externo ecológico do planeta. Deparamo-nos, então, com a natureza em ruínas e com o esgotamento do tempo histórico do estado, mercado, trabalho, mercadoria, valor, dinheiro, dissociação sexual, política, economia… A produção determinada pela lógica da valorização do dinheiro caminha para sua paralisação total. Isso vem provocando um recuo da civilização e ameaça lançar a humanidade na idade das trevas.
Portanto, a humanidade e o planeta estão diante da desagregação do modo de produção e de vida capitalistas. As consequências para as lutas sociais são imensas. Elas não podem mais ficar circunscritas à imanência do sistema, ou seja, permanecerem sob a forma capitalista. Pois, assim, correm o risco de se colocarem como linhas auxiliares do governo na administração da barbárie e colaboradoras da ideia arcaica de modernização do capitalismo.
Agora, as reinvindicações terão que estar fundamentadas numa reivindicação especial: a reivindicação da vida emancipada do capitalismo. Finalmente, não temos mais que cantar as mercadorias e suas paixões, mas o ser humano e sua emancipação. A transcendência ao capitalismo deve entrar na ordem do dia.
Por isso, ao lado da nossa solidariedade efetiva às lutas reivindicatórias do conjunto dos movimentos sociais, alertamos para a necessidade urgente de uma nova teoria e prática que apontem a perspectiva emancipatória.
Há anos detectamos a natureza da crise e temos insistido na sua superação. Faz tempo que temos repetido que não há relação causal entre crise e crítica. A crise é objetivamente determinada. A emancipação não é. Tem que ser conscientemente construída. Mas essa crise surgiu e seu limite está à mostra. Se aspiramos à ultrapassagem das relações patriarcais capitalistas temos que lutar para a construção e atuação do antissujeito na crítica emancipatória no Brasil e no mundo. Esse é o objetivo maior do Programa Crítica Radical, que estamos iniciando na Rádio FM Benfica. É também a finalidade do encontro RUPTURA JÁ! para o qual estamos convidando todos(as) vocês para enfrentarmos e superarmos os desafios da humanidade e do planeta.
A ruptura com base na crítica radical da crise nos permitirá construir uma nova sociedade. O que nunca foi feito começa agora!
Nos nossos encontros na Rádio FM Benfica 87,9 – inicialmente das 11h às 13h – queremos aprofundar esses desafios com você!
Um abraço
Crítica Radical
RUPTURA E EMANCIPAÇÃO JÁ!

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